Calculadora de pró-labore · 2026

Quanto retirar de pró-labore?

Pró-labore baixo demais joga você no Anexo V. Alto demais paga INSS e IR à toa. Existe um ponto ótimo — e ele dá para calcular.

Dados da sua empresa

R$
Média mensal do que a empresa fatura.
R$
Salários + encargos, sem contar o seu pró-labore. Deixe 0 se não tem.
Aviso: A simulação considera apenas o sócio e o pró-labore como componente da folha. Se a empresa tiver funcionários, os salários também entram no Fator R e o pró-labore necessário será menor. Os valores são uma estimativa baseada nas tabelas vigentes em 2026 e não substituem a análise de um contador sobre o seu caso concreto. Tabelas usadas: INSS (Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026), IRRF (Lei 15.270/2025) e Simples Nacional (LC 123/2006).

Pró-labore não é só "quanto eu tiro"

Muito sócio define o pró-labore no chute — normalmente um salário mínimo, para "pagar menos INSS". Em muitos casos, essa economia de curto prazo custa caro.

O pró-labore tem três efeitos ao mesmo tempo:

1. Ele custa. Sobre o pró-labore incidem INSS (11%, limitado ao teto) e IRRF pela tabela progressiva.

2. Ele compõe o Fator R. Como entra na folha, um pró-labore maior aumenta a relação folha/faturamento — e é isso que pode levar a empresa do Anexo V (15,5%) para o Anexo III (6%).

3. Ele define sua aposentadoria. O INSS que você recolhe sobre o pró-labore é a base do seu benefício futuro. Pró-labore mínimo por 30 anos = aposentadoria mínima.

O resto do que você retira sai como distribuição de lucros, que é isenta de Imposto de Renda na pessoa física. É por isso que a carga total de um PJ bem estruturado fica tão baixa.

A calculadora acima acha o pró-labore que atinge os 28% do Fator R e mostra se a economia tributária compensa o INSS adicional. Na maioria dos casos com faturamento relevante, compensa — e por muito.

Perguntas sobre pró-labore

Sim, quando há trabalho efetivo do sócio na empresa. O pró-labore é a remuneração por esse trabalho e é fato gerador da contribuição previdenciária. Empresa que distribui apenas lucros, sem pró-labore, tendo sócio que efetivamente trabalha, está exposta a autuação.
A legislação não fixa um valor mínimo obrigatório de pró-labore em si, mas na prática o piso adotado é o salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026), já que a contribuição previdenciária não pode ter base inferior ao mínimo. Muitos contadores adotam o mínimo por padrão — nem sempre é a melhor escolha.
O sócio contribui como contribuinte individual, com alíquota de 11% sobre o pró-labore, limitada ao teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026). Ou seja, a contribuição máxima é de aproximadamente R$ 932,31 por mês, mesmo que o pró-labore seja maior.
Não na pessoa física, desde que a empresa tenha lucro apurado e escrituração contábil que o comprove. É por isso que a estrutura pró-labore + distribuição de lucros é tão vantajosa: você paga INSS e IR apenas sobre uma parcela da sua retirada.
Não. Ele compensa quando a economia gerada pela mudança do Anexo V para o Anexo III supera o custo adicional de INSS e IRRF. Em faturamentos baixos, ou quando a empresa já atinge o Fator R pela folha de funcionários, aumentar o pró-labore só aumenta o custo. A conta precisa ser feita.
Sim. O pró-labore pode ser ajustado, e o Fator R é recalculado mensalmente sobre os últimos 12 meses. Isso significa que ajustes feitos agora levam alguns meses para refletir integralmente no Fator R — mais um motivo para planejar com antecedência.

Quer a conta feita por um contador?

Vamos definir o seu pró-labore ideal

A calculadora dá a estimativa. Um contador olha o seu caso e encontra o que a conta genérica não vê.